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Diferença entre Óleos Essenciais Nacionais e Importados

Por Cristiane Pagliuchi

Eng Cosmética, Aromaterapeuta, especializada em osmologia, psicoaromaterapia e linguagem do corpo.


Os óleos essenciais são a forma de energia vegetal mais concentrada que existe. Na maioria das vezes, extraímos esses ativos naturais por destilação por arraste de vapor. Eles representam a “personalidade da planta”, são excelentes para serem utilizados em cosméticos e em aromaterapia.  


Os óleos devem seguir determinados padrões internacionais que são as referências moleculares que necessitamos ter para atender as necessidades técnicas alinhadas à literatura global acadêmica e científica. Atuam no físico, mental, emocional e astral, através do olfato (por difusão aérea), ou passando no corpo (permeação pela pele).


Os óleos essenciais são relacionados com a atividade de proteção e de sobrevivência da planta (metabolismo secundário), portanto, é importante sabermos de onde vem essa planta e qual é a origem que deveremos seguir como referência botânica e de plantio.

Para garantir a qualidade e atividade dos óleos essenciais, devemos controlá-los desde o cultivo até a metodologia da sua extração.


Estima-se hoje a existência de mais de 30.000 espécies vegetais que produzem óleos essenciais, sendo que somente 10% são de conhecimento humano. Os óleos essenciais são princípios ativos naturais estudados há milhares de anos pela farmacognosia e aplicados em centenas de finalidades farmacêuticas, fitoterápicas, terapêuticas, aromaterapêuticas e cosméticas.


Cada espécie é cultivada em um país e território específico, que atenda às necessidades da planta botânica, não impedindo que essa mesma espécie seja cultivada ou adaptada em outros países. O que interessa é saber através da cromatografia gasosa, quais as especificações moleculares majoritárias que atendam às atividades que você precisa, para garantir a qualidade desses óleos.


Sempre devemos lembrar que os padrões internacionais devem ser levados em consideração como referência. Se tiver qualquer dúvida, acesse a ISO internacional, lá você encontrará o perfil exato e detalhado de cada óleo essencial.


Dá-se o nome de princípio ativo natural às substâncias que podem ser extraídas e isoladas de plantas consideradas medicinais e que possuem propriedades terapêuticas distintas e cientificamente comprovadas. Nas plantas medicinais aromáticas, encontramos flavonoides, taninos, alcaloides, mucilagens, entre outros.


Nos óleos essências, por exemplo, a lavanda francesa da espécie Lavandula angustifólia ou officinalis, encontramos moléculas aromáticas como o linalol (álcool monoterpeno) e acetato de linalila (éster monoterpeno), responsável pela atividade neurosupreessora, relaxante, sedativa, calmante e tranquilizante. No alecrim, da espécie Rosmarinus officinalis, encontramos moléculas como o 1,8 cineol, responsável pela atividade anti-inflamatória, e o conjunto de moléculas alfa pinene, beta pinene e a cânfora, atribuindo ao alecrim a atividade complementar estimulante e tônica.


Os óleos essenciais, apesar de serem chamados de óleos, não têm sensorial oleoso, ou seja, não são como os óleos vegetais que conhecemos, são voláteis e evaporam rapidamente no ambiente. Devem ser usados em gotas (uma gota de óleo essencial são 30 gramas de planta in natura, aproximadamente), sempre associados a uma base carreadora, ou seja, a um óleo vegetal, creme ou gel neutro, sem qualquer odor.


As proporções seguras para misturar os óleos nas bases deve ser 6 ml de óleo vegetal para 2 ou 3 gotas de óleo essencial puro de um único tipo ou de 2 ou mais tipos misturados entre si. Essas misturas de óleos são chamadas de sinergias, proporcionam maior atividade de ação osmológica e permeação cutânea da pele quando aplicados no corpo.


Os óleos nacionais mais conhecidos e que se qualificam internacionalmente são os cítricos de limão (espécie: citrus limonum) e de laranja doce (espécie: Citrus aurantium dulcis). Encontramos excelentes qualificações também nos óleos  de algumas espécies adaptadas em território nacional, são eles:  Lavanda Brasil (espécie: Lavandula dentata), Tomilho (Thymus vulgaris), Alecrim (Rosmarinus officinalis), Citronela (Cymbopogon nardus), Eucalipto (Eucaliptus globulus), Erva-doce (Foeniculum vulgare), Gerânio (Pelargonium graveolens),  Lemongrass (Cymbopogon schoenanthus), Palmarosa (Cymbopogon martini), Manjericão (Ocimum basilicum), entre outros. Esses você poderá comprar com segurança.


Os demais, seria melhor optar pelos  importados, como Tea tree (Melaleuca alternifólia), Menta (Mentha piperita), Ylangylang (Cananga odorata), Lavanda francesa (Lavandula officinalis ou angustifólia), Grapefruit (Citrus grandis peel), Cravo (Eugenia caryophyllus), Bergamota (Citrus aurantium bergamia), Camomila (Anthemis nobilis), Canela (Cynammomum cassia), Cedro (Juniperus virginiana), Cipreste (Cupressus sempervirens), Gengibre (Zingiber officinalis), Eucalipto citriodora (Eucalypitus citriodora), Limão siciliano (Citrus limonum), Mandarina (Citrus reticulata mandarine), Menta arvensis (Mentha arvensis), Patchouli (Pogostemon cablin), Zimbro (Juniperus communis), Sândalo (Amyris balsamifera), Sálvia Esclarea (Salvia sclarea), Rosa Marrocos (Rosa centofolia), entre outros.



Na embalagem dos óleos essenciais você deverá encontrar o nome botânico da planta, as vezes o INCI name, o CA number, e na sua composição deve sempre estar escrito “óleo essencial puro”.  O valor dos óleos naturais é elevado se comparado com as essências sintéticas, portanto, atenção na compra! Os óleos puros são os únicos capazes de serem usados em terapias integrativas, as essências são somente para odorização dos ambientes, sem ação terapêutica.


Saber a procedência dos óleos e ter confiança na empresa que os oferece, faz toda a diferença no momento da compra.  Pesquise sobre a empresa, sobre sua filosofia e metodologia de qualificação dos óleos.


Acima de tudo, consuma os óleos com segurança, evite a ingestão se você não tem acompanhamento médico e dose sempre suas misturas com consciência. Lembre-se da frase do médico, cientista e físico do século XVI, Paracelso, “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”. 

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